Pense nas escolas tradicionais, em que as inteligências Linguística e Lógico-matemática são intensamente trabalhadas a despeito das demais habilidades. Você já se perguntou se essa forma de abordagem é verdadeiramente eficaz para guiar um desenvolvimento cognitivo amplo? E quanto às diferentes estratégias empregadas individualmente pelos estudantes no processo de aprendizado? Será que a aducação tradicional, seja nas escolas ou nas Universidades, está preparada para atender com aficiência as mais variadas formas de aprender?
A fim de responder a essas perguntas, estudos acerca das Inteligências Múltiplas (IM – corporal-cinestésica, espacial, intrapessoal, interpessoal, linguística, lógico-matemática, musical e naturalista) e das Preferências de Aprendizagem (PA – visual, auditiva, leitura/escrita, cinestésica, multimodal) vêm sendo feitos em todo o mundo.
Um desses trabalhos foi desenvolvido na Universidade Federal do Paraná, intitulado “Learning Preferences and Multiple Intelligences: An Observational Study in Brazilian Studies “. A pesquisa foi publicada na Revista Brasileira de Educação Médica em 23 de maio de 2019.
Segundo os autores, “atualmente, a necessidade de se utilizar as melhores estratégias de aprendizado e a crescente necessidade de que o ensino seja individualizado reforçam a importância de que sejam mapeadas as habilidades e preferências cognitivas individuais.”
Na pesquisa, foram utilizaram questionários específicos e adaptados para avaliar as diferentes inteligências (MI) e preferências de aprendizado (PA) de estudantes de medicina da UFPR de todos os semestres do curso (um total de 12 segmentos).
Os resultados apontaram uma maior média geral para a Inteligência intrapessoal, seguida da lógico-matemática e da linguística. A Inteligência naturalista, por sua vez, apresentou a menor pontuação. Quanto às PA, prevaleceu a multimodal (42,3%), seguida por visual (21,3%), auditiva (18,6%), cinestésica (11,2%) e leitura/escrita (6,6%).
Com os dados obtidos, os pesquisadores esperam contribuir para uma mudança nas perspectivas de professores e gestores educacionais no que tange à atenção a à valorização dadas às variadas inteligências e preferências de aprendizagem. De acordo com os eles, “em conjunto, IM e PA preconizam que atualmente não mais se questione o quão inteligente alguém seja, e sim de que maneiras o seria.”
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